.
saudade serena que fica
das tardes de jazz e café
com gosto de fotografia
tirada ao som do vinil
guardo no céu de domingo
a melhor lembrança de ti
caminho só e sem chapéu
mas sei que olhas por mim
porque sempre que uso
esses óculos esquisitos
penso em você.
assim, podemos ficar mais
parecidos com Woody Allen
e encontrar em Alice, a nossa Annie Hall
deve ser bom estar em par com Deus
contando histórias da Bahia
ao pé de uma árvore qualquer
agora, improviso a vida sem você
na certeza de que, um dia,
dançaremos juntos até o amanhecer.
.
arte com menta
domingo, 17 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
cotovelo
.
beijo estalado de três
ossos que se encaixam
ao som daquela vinheta
antiga, soprada do rádio
anunciando um ménage
perfeito, coberto por veias
e nervos em \m/
dobradiça que me faz
existir nas noites de
coqueluche, quando
as bochechas abraçam
os olhos e fazem a vida
brilhar em braille
outro estalo, sapateado
sobre a máquina de escrever
a cada batida, eletrochoque
imprimindo mais uma
ranhura à pele espessa
como se fosse um novelo
de elefante.
beijo estalado de três
ossos que se encaixam
ao som daquela vinheta
antiga, soprada do rádio
anunciando um ménage
perfeito, coberto por veias
e nervos em \m/
dobradiça que me faz
existir nas noites de
coqueluche, quando
as bochechas abraçam
os olhos e fazem a vida
brilhar em braille
outro estalo, sapateado
sobre a máquina de escrever
a cada batida, eletrochoque
imprimindo mais uma
ranhura à pele espessa
como se fosse um novelo
de elefante.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
puzzle
.
preciso de um encaixe
que me traga o mundo
de volta
encontro a peça perdida
e peço que me tire desse
escuro intra-uterino
onde o futuro passa
em stop-motion
arranhando gaps
de memória.
Jogo de encontros
tabuleiro estranho
de vidas
giro a roleta verde
pulo uma casa
ouço o vento no shuffle
e escolho ser outra.
.
preciso de um encaixe
que me traga o mundo
de volta
encontro a peça perdida
e peço que me tire desse
escuro intra-uterino
onde o futuro passa
em stop-motion
arranhando gaps
de memória.
Jogo de encontros
tabuleiro estranho
de vidas
giro a roleta verde
pulo uma casa
ouço o vento no shuffle
e escolho ser outra.
.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
caminho de casa
.
espelhos sempre foram túneis
compridos de atravessar
escuros vestidos de vidas
atrás
do encanto onde encontro
o botão perfeito para costurar
lembranças de outras peles,
janelas e mães.
latente verdade que atrasa,
flerto com os reflexos
e a metafísica esconde
o olhar que eu tinha para o caminho de casa.
.
espelhos sempre foram túneis
compridos de atravessar
escuros vestidos de vidas
atrás
do encanto onde encontro
o botão perfeito para costurar
lembranças de outras peles,
janelas e mães.
latente verdade que atrasa,
flerto com os reflexos
e a metafísica esconde
o olhar que eu tinha para o caminho de casa.
.
sábado, 27 de junho de 2009
vintage
.
before my shoulder
fits her shoes
I’ll be a collage
under umbrellas
dancing blues
on the 4th road
that afternoon
you’ll rescue
me from my
funny raincoat
and when we fall apart
in match pajamas
you’ll understand
cause I sent you
a vintage telegram
.
before my shoulder
fits her shoes
I’ll be a collage
under umbrellas
dancing blues
on the 4th road
that afternoon
you’ll rescue
me from my
funny raincoat
and when we fall apart
in match pajamas
you’ll understand
cause I sent you
a vintage telegram
.
domingo, 26 de abril de 2009
curto-circuito
.
entre um emaranhado
de fios infinitos
conduzo meu corpo
em cobre
e cubro-me
em broches de lítio
estrelando espasmos
oculares entre
outros soluços
isolantes
.
entre um emaranhado
de fios infinitos
conduzo meu corpo
em cobre
e cubro-me
em broches de lítio
estrelando espasmos
oculares entre
outros soluços
isolantes
.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sábado, 17 de janeiro de 2009
sábado, 13 de dezembro de 2008
casa vazia
.
volto à esquina inacabada
se ao menos chovesse amanhã
não contornaria meus olhos
desvio-me em círculos tortos
bailarina de entraves
tropeço entre tacos
revelo um sonho ao rodapé
o escuro rodopia em π
ciclo de tristes
espio entre os traços
finos da cortina
ex(tinta) ao vão
não há
giro em lugar
nenhum senão
em mim
.
volto à esquina inacabada
se ao menos chovesse amanhã
não contornaria meus olhos
desvio-me em círculos tortos
bailarina de entraves
tropeço entre tacos
revelo um sonho ao rodapé
o escuro rodopia em π
ciclo de tristes
espio entre os traços
finos da cortina
ex(tinta) ao vão
não há
giro em lugar
nenhum senão
em mim
.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
afta
.
tenho
uma poesia
rósea que irrompe
as gengivas e arranha
os dentes.........na língua
uma auréola ansiosa
que me engole
em branco
tenho
.
uma poesia
rósea que irrompe
as gengivas e arranha
os dentes.........na língua
uma auréola ansiosa
que me engole
em branco
tenho
.
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 22 de novembro de 2008
odisseu
.
te espero em botões
tecendo casas sob
dobras de pele gasta
o retalho incansável
descama a teu retorno
sóis circenses afundam
meus olhos em manchas
cinzas de ressaca nova
mais um capítulo bordado
ao corpo, descanso
a pálpebra na lapela
e te espero
.
te espero em botões
tecendo casas sob
dobras de pele gasta
o retalho incansável
descama a teu retorno
sóis circenses afundam
meus olhos em manchas
cinzas de ressaca nova
mais um capítulo bordado
ao corpo, descanso
a pálpebra na lapela
e te espero
.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
xilogravura
.
demorar caramelo nos dentes
....................existir lume de borboleta
..............................despolpar algodão com gosto
.........................................tecer fábrica nos sapatos
...............................sapatear em céu de acrílico
......................tingir as gengivas ao sol
desenhar o escopo da mudança
.
demorar caramelo nos dentes
....................existir lume de borboleta
..............................despolpar algodão com gosto
.........................................tecer fábrica nos sapatos
...............................sapatear em céu de acrílico
......................tingir as gengivas ao sol
desenhar o escopo da mudança
.
Assinar:
Postagens (Atom)

