sábado, 13 de dezembro de 2008

casa vazia

.
volto à esquina inacabada
se ao menos chovesse amanhã
não contornaria meus olhos

desvio-me em círculos tortos
bailarina de entraves
tropeço entre tacos

revelo um sonho ao rodapé
o escuro rodopia em π
ciclo de tristes

espio entre os traços
finos da cortina
ex(tinta) ao vão

não há
giro em lugar
nenhum senão
em mim
.

16 comentários:

Pavitra disse...


lindo, pat!

adorei as imagens, os contornos, os rodopios...

teu giro me deixou tonta!

Luiz Coelho disse...

rodopio em "pi", iradaço!

Pavitra disse...


pat, eu elogio pg gosto mesmo...
e se gosto tanto, eu que deveria agradecer, né? rs

beijos

p.s. tbm gostei muito do "rodopio em π"

menta disse...

obrigada Luiz e Pav,

foi inspirado no filme π
do Darren Aronofsky!

Cosmunicando disse...

"bailarina de entraves" me sinto às vezes... que imagem!

. fina flor . disse...

muito bem finalizado o poema :o)

beijos e boa semana,

MM.

Ca:mila disse...

'revelo um sonho ao rodapé

o escuro rodopia em π

ciclo de tristes '


muito bonito!

Daniel Basilio disse...

Tenho acompanhado sempre, visse?! Mas acabarei sendo redundante nos comentários... sempre tudo tão bem escrito! Esse é outro exemplo! Imagens, imagens...
Mil beijos!

Clara Mazini disse...

Suas letras me fizeram rodopiar!

Papagaio Mudo disse...

lindo

>¨<

omnia in uno disse...

A transcendência de π
(é mesmo um ballet de entraves)

estabelece a impossibilidade

da quadratura do círculo:

é impossível construir,

com régua e compasso,

um quadrado cuja área seja

rigorosamente igual à área de um

determinado


círculo.

claire disse...

bonito o giro
raio gigante
que antecede
a chuva.
e chove...

Anônimo disse...

π – nº irracional


Vida
r a l e n t a n d o
em π

Flor rubra: rosa
repete-se
a cada
“4”

Eterno “4”
afinal
pi é, eu sou, tu és
irracional.

Fulano di Tal disse...

a furadeira como a cura santa
de que vale os codigos secretos entre codigos
se esses são ambição de proximos
que querem desvelar segredos tão ocultos qto a sua comreensão
onde a vontade e a capacidade te levam a lugares completamente opostos a paz
e a demencia como esperança para se continuar a respirar
é clima tenso que faz essa vida ser dita em preto e branco
pos a cegueira em um objetvo de racionalização exata da inexatidão
fazem morrer as cores antes delas serem expostas
e um cerebro a pulsar em alucinações em vagões de trem acabam se tornando cotidiano
somadas a dor e a perseguição
fazendo com que se clame pela furadeira sta
por isso q eu me pergunto de que vale esse tipo de poder se não podemos segura-lo mas não queremos
que ele escorra por pelos dedos de nossa própria mão....

Cosmunicando disse...

Pat, passando por aqui pra te deixar um abração de boas festas.

Miguel Barroso disse...

Mesa redonda poética!



Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO