terça-feira, 8 de julho de 2008

hiato

Doce ruído que me envolve de novo na vida. desarrumo o encontro de vazios, que rondava a casa, risco o papel de parede, rasgo o encarte. troco o plano pela arte, o plástico pelo pano. encontro retalhos da infância. fantoches de veludo, vestidos de fábulas, centopéias dançantes, desenhos de mágoas. mágica gaveta com cheiro de guache. guardo o gosto das coisas misturadas. embaralho consoantes, ensaio a volta tecendo hortelã. ainda com mofo nas mãos, desperto deste tênue coma de estio, dissonante hiato
vazio.

2 comentários:

Petru disse...

. . brasa de fina fumaça
faro da menta no espaço . .

Cosmunicando disse...

lindo!