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ainda guardo nos bolsos
o gosto do banho lilás
depois da coceira
nas mangas o veludo
tímido do teatro
o jazz nos sapatos
a voz dos pés sobre
a estrada cantando
galochas e balas
depois do almoço,
cafuné e dormideira
quero borboletas
na meia-calça
elástico no umbigo
suspensório sorrindo
nas mãos,
mímica
e tinta
acordo o cheiro
do Verona azul
para no porta-luvas
esconder o tempo
e contar as estrelas
do teto solar
.
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Há 9 anos

